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Estudo avalia qualidade da água dos bebedouros dos terminais de ônibus de Jundiaí

Realizado como trabalho de conclusão de curso por estudantes de Farmácia do Centro Universitário Padre Anchieta, o estudo mostra a qualidade microbiológica da água e da superfície dos bebedouros dos terminais de transporte metropolitano da cidade.

A característica tropical do nosso país facilita a manutenção e transmissão de muitas parasitoses, não só pela proliferação de animais vetores, mas também porque muitos patógenos resistem ao estresse ambiental e podem ser transmitidos de forma indireta pela ingestão de água ou contato com superfícies contaminadas.

Um estudo realizado pelos alunos Deborah Tiaki S. de Oliveira e Geovanni De Paula, do curso de Farmácia do Centro Universitário Padre Anchieta, sob a orientação da professora Dra. Luciana Urbano dos Santos, avaliou a contaminação microbiológica da água e das superfícies dos bebedouros instalados nos terminais metropolitanos do município de Jundiaí.

Todas as amostras de água colhidas nos bebedouros de todos os terminais de ônibus urbanos do município apresentaram resultados negativos para a presença de bactérias, indicando que a água disponível à população nos bebedouros dos terminais estava segura para o consumo durante o período avaliado. Porém, vale ressaltar a necessidade de um monitoramento constante para a manutenção da qualidade da água e consequentemente a segurança dos usuários quanto ao seu consumo.

Em contrapartida, todas as superfícies de bebedouros avaliadas apresentaram diferentes graus de contaminação por bactérias do grupo fecal. Ao lado do bebedouro com o menor grau de contaminação detectado, havia uma notificação solicitando ao usuário que não encostasse a boca no bico de saída da água, pois essa atitude possibilita a transmissão de doenças. Os resultados indicam que os bebedouros podem ser considerados como potenciais disseminadores de agentes patológicos, uma vez que a bactéria Escherichia coli, que é um indicador de contaminação fecal, foi detectada. Embora a presença de outras espécies de patógenos não tenha sido investigada, pode-se inferir que outras espécies de parasitos podem também estar presentes nas superfícies avaliadas. Os autores acreditam que ações educativas, como aquela adotada em um dos terminais, podem e devem ser replicadas, pois se mostrou capaz de reduzir o grau de contaminação e consequentemente o risco de aquisição de parasitoses pelos usuários.

Este é um dos muitos estudos realizados como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que geram importantes dados sobre o município de Jundiaí e região, sendo um diferencial do curso de Farmácia do Centro Universitário Padre Anchieta.

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