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A importância da comunicação no exercício da Enfermagem

Apenas 7% do nosso pensamento é expresso por meio de palavras, o restante é comunicado através da linguagem do corpo, sons, entonações e até mesmo do silêncio. Estamos nos comunicando com os outros o tempo todo. Para o profissional de Saúde, compreender esse processo e dominar estratégias de comunicação é fundamental para o bom desempenho de suas funções.

Para o profissional de Enfermagem, a comunicação é uma ferramenta, um instrumento de trabalho muito valioso, seja no relacionamento com pacientes, com a equipe ou com familiares.

O curso de graduação em Enfermagem do UniAnchieta mantém em sua grade curricular a disciplina Comunicação e Relacionamento Interpessoal, ministrada pela enfermeira e comunicóloga Manoela Rodrigues, que destaca a importância do conteúdo: “A comunicação efetiva é vital para o ser humano em todas as áreas. No caso da Saúde, em que a fragilidade, o medo e a insegurança se fazem tão presentes, é fundamental que o profissional tenha consciência disso e se capacite para se relacionar da melhor forma possível e, assim, atingir seu objetivo: o bem-estar do paciente”.
O enfermeiro é um educador, e não se atua com Educação em Saúde sem um processo de comunicação bem estabelecido, seja na prevenção, na promoção, no cuidado e na reabilitação da Saúde. Segundo a docente, primeiro é necessário sensibilizar os alunos sobre a importância da comunicação no dia a dia, demonstrar como o bom uso dos sentidos (tato, audição, olfato, paladar e visão) pode facilitar o relacionamento e proporcionar uma leitura indispensável até mesmo do que não foi dito.
Entre os assuntos discutidos nas aulas, destacam-se: empatia, feedback, assertividade, mídias sociais, inclusão (comunicação com clientes com necessidades especiais) e o domínio da língua portuguesa. “É um universo muito rico de informações e imprescindível para o profissional que o mercado atual exige. São habilidades que quando desenvolvidas melhoram o panorama da assistência de Saúde”, afirma a coordenadora do curso, professora Dra. Ieda Maria Siébra Bochio, que tem vasta experiência em consultoria e capacitação.

Mayara de Oliveira, enfermeira obstetra e ex-aluna do UniAnchieta, comenta como a disciplina de Comunicação e Relacionamento Interpessoal foi importante em sua formação: “As aulas de Comunicação me ajudaram muito, já que estabelecer um diálogo com o paciente e seus familiares nem sempre é tão fácil quanto parece e, muitas vezes, são necessárias estratégias e adaptações para conseguir captar a mensagem que estamos recebendo, seja ela por palavras, gestos, olhares… Foi nas aulas de Comunicação que comecei a ter a certeza de que o corpo fala… E como fala! E o enfermeiro tem a necessidade de se comunicar bem, para evoluir, aprender, passar conhecimento, sendo ele receptor ou transmissor. A professora usava uma forma de ensino bem dinâmica, sem deixar de lado a teoria, o que tornava as aulas encantadoras. As experiências ali vividas certamente são minhas aliadas hoje. Um dos casos que considerei um verdadeiro desafio e que muito me marcou foi orientar o aleitamento materno a uma puérpera que tinha perda quase total da visão e, como a maioria das mães de primeira viagem, tinha também suas dúvidas e anseios. Foi neste cenário que me lembrei das aulas de Comunicação, me adaptei e, juntas, obtivemos sucesso na amamentação”.

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